Fé
Num 2006 em grande.
«Everyone should just chill out», Bank of Jamaica
Repito um post de Agosto deste ano: preocupante é só me restar uma década para mudar de vida.
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31.12.05
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«Só nos resta recusar, não ser como aqueles que, à medida que a intensidade da sua imaginação juvenil vai decaindo, se acomodam à realidade e se angustiam para o resto da vida. Só nos resta procurar ser dos mais obstinados, manter a fé na imaginação durante mais tempo que os outros.»
[Enrique Vila-Matas, Paris Nunca se Acaba, 2003]
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30.12.05
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Tão elogiada por estes dias e tem a profundidade de um charco. Nas Finanças, como área de estudo, não se mergulha. Na melhor das hipóteses chapinha-se.
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30.12.05
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Mas porque raio insistem em desejar-me um "Santo Natal"?
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26.12.05
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«E eu que pensava que ias mostrar o peito da Amelinha do "Crime do Padre Amaro"...», escreve o Médio Direito nos comentários. Grato em poder servi-lo, meu caro amigo.
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22.12.05
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E agora que não paro de tossir, quem é que eu culpo?
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22.12.05
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Se bem que tenho dúvidas que para os alfacinhas, como eu, o conceito exista.
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21.12.05
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Não vi. Continuo a não conseguir gostar da RTP Memória.
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21.12.05
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O Sporting deseja a todos um Natal verde, podia ler-se ontem numa faixa colocada na bancada central do Estádio José Alvalade. Verde de raiva? Verde de intoxicação alimentar? Verde de ver (normalmente, ontem era Natal, logo foi uma excepção) a equipa jogar assim?
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21.12.05
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Ontem pensei sinceramente em ir de cuecas assistir ao Sporting-Rio Ave. Para ver se sofria mais com o frio do que com a exibição da minha equipa.
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21.12.05
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Estou para aqui a tentar lembrar-me... Ontem Cavaco discursava num qualquer telejornal das 8 e mandou uma daquelas calinadas na língua portuguesa... Tão má que nem me consigo lembrar, sei que tinha alguma coisa a ver com um verbo mal conjugado. Mas claro, isso são coisas sem importância. E neste momento grave para o país não podemos perder tempo com detalhes.
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20.12.05
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Tácitas, declaradas, conscientes ou nem por isso. O que sabemos das nossas escolhas? Quão conscientes estamos delas?
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20.12.05
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Que tal uma tendinite derivada de assinar cartões de Natal?
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19.12.05
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Não creio que o mundo esteja errado. Já sobre o modo como eu o entendo, tenho poucas dúvidas.
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18.12.05
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Estás a perder efervescência.
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16.12.05
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Isto de andar a brincar aos templates tem os seus custos. A lista de links, por exemplo.
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16.12.05
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«Passados cinco anos os resultados são claros: a estação tem uma informação credível, séria, isenta e líder de audiências.»
Manuela Moura Guedes, em declarações ao Público (sem link), fazendo um balanço depois de anunciar a despedida de pivot do abjecto Jornal da Noite.
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15.12.05
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Tudo nesta época contribui para a desculpabilização. O Pai Natal com a sua barriguinha, o frio lá fora que exige o chocolate quente, as festas/jantares com n comidas e doces carregadinhos de colesterol. Um descalabro, portanto.
No post anterior falava da importância do número 80. Mas não sabia que o ia ver hoje na balança.
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14.12.05
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Este sentimento de estar tudo resolvido não é novo nas presidenciais, que tipicamente alternam grandes batalhas com a mera confirmação do 2º mandato. Que Cavaco seja o que nos resta aceitar diz tudo sobre nós. Ainda mais do que a alternativa ser um Mário Soares não fora de prazo, que isso da idade me diz pouco, mas repetido de há mais de 10 anos atrás. O que, pensando bem, também Cavaco representa. 80 é o número destas eleições. Não por causa da idade mas por causa da década.
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12.12.05
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Temos uma fraca capacidade para entender sistemas complexos como a vida. Daí, é natural que tendamos a simplificar, modelizando e assumindo hipóteses. Mas também escusávamos de abusar.
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11.12.05
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Bastava ter uma moeda por cada asneira que disse hoje em Alvalade.
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9.12.05
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Bastava ter uma moeda por cada vez que ouvi a frase: sabes, tu no fundo és um gajo de direita.
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7.12.05
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Colombo, ontem à noite, numa das inúmeras lojas de fast food. Peço 3 cafés. O preço é €0,60 por café, €1,80 no total. Pago com €2,00. A jovem que me está a atender franze o sobrolho. Agarra na máquina de calcular. Pensa durante uns instantes, carrega em algumas teclas, e depois olha longamente, com um ar incrédulo, para o resultado no visor: 0,2.
Acabo com o impasse: "20 cêntimos. Tem de me dar 20 cêntimos". Felizmente decidiu acreditar em mim.
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7.12.05
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[Moser, Le Marcheur, 1914-1915]
[Klimt, Portrait de Mada Primavesi, 1912]
Bilhetes de entrada da exposição Vienne 1900, no Grand Palais em Paris.
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5.12.05
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Dois regressos: Educação Sentimental e Vidro Duplo.
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4.12.05
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«Por outro lado, creio que me assiste o direito de me ver de maneira diferente de como os outros me vêem, ver-me como me dá na gana ver-me e não que me obriguem a ser essa pessoa que os outros decidiram que sou. Somos como os outros nos vêem, de acordo. Mas eu recuso-me a aceitar semelhante injustiça.»
[Enrique Vila-Matas, Paris Nunca se Acaba, 2003]
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3.12.05
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