30 Jun 2004

There can be only one




Já não tenho imaginação. Penso, penso e não me sai frase nenhuma para retratar a vitória de hoje e a passagem à final do Euro2004.

Talvez porque me custa ter sido Portugal a eliminar a Holanda, país que admiro e me fascina. Não só, mas também, pela atitude dos jogadores e dos adeptos, eles mereciam perder apenas na final. Para nós, claro.

Seja como for, deixem-me escrever que já ganhámos. Já fomos mais longe do que nunca. A partir daqui, venha a sorte. Que seja nossa.

Near-miss


Quarta-feira, 30 de Junho, 15h. Finalmente a frase:

"Tenho aqui um bilhete a mais... Interessado?"

Ufa, estava a ver que não!!!!

FORÇA PORTUGAL!!

A Profecia


Ontem, Durão Barroso, em conferência de imprensa de apresentação aos jornalistas europeus, tem um momento de visão sobre o futuro. Antecipando aquela que será a reacção generalizada daqui a 6 meses quando se falar do Presidente da Comissão Europeia, diz a frase:

"Esqueçam o Durão"

Nós, por cá, vamos tentar.

29 Jun 2004

Efeitos colaterais


Hoje fui assistir ao último "É a cultura, estúpido!", no Teatro São Luiz. Para a ultima sessão prometia-se escolher e comentar os piores filmes, livros e discos dos primeiros seis meses de 2004. Com o elenco do costume (mesmo se este tem a pecha de incluir quem ja leu a Odisseia em grego sem saber grego) e com o interesse reforçado do programa das festas, não podia deixar de assistir, vendo-me obrigado a preterir a manifestação política em favor da manifestação cutural.

Bem arrependido estou. Com alguns, poucos, laivos de brilhantismo pelo meio (podem ler um deles aqui, da autoria do RAP), a sessão foi-se desenrolando, quase penosa. Claramente aquelas cabeças não estavam ali e o calor também não ajudava nada. Mesmo a capacidade de dizer mal do trabalho alheio parecia submetida às inquietações políticas e, provavelmente, também futebolísticas.

O fim do "É a cultura, estúpido!" merecia muito melhor. A culpa é, claro, do Baboso, perdão, do Barroso. Que lixe o país, ainda é como o outro. Agora que estrague uma das poucas manifestações culturais que vale a pena é que não se admite.

Generalizações


Hoje leio na capa do Jornal de Negócios:

"Economistas pedem manutenção de políticas"

Espera lá, deixa-me verificar... Não, a mim ninguém me pediu a opinião.

Mas já que estamos em maré de generalizações, lá estão os jornalistas a tomar a parte (e uma parte bem desagradável já que inclui aquela criatura que dá pelo nome de César das Neves) pelo todo.

Liberdade


No episódio de ontem de Anjos na América (2:, segundas, às 23h, imperdível), um dos personagens dizia qualquer coisa como isto (desculpem a citação de memória e a má tradução):

"O autor do hino dos EUA é que sabia. Colocou a palavra Liberdade numa nota tão alta que ninguém a consegue alcançar."

Mas tentamos. Tentamos sempre.

28 Jun 2004

Iraque


O Iraque recupera hoje formalmente a sua soberania, como podem ler aqui. Sem ironias, espero que as coisas corram bem nesta nova fase. E que os EUA não aproveitem para fugir agora às responsabilidades que assumiram quando decidiram invadir o país.

A serenidade


A nervoseira que vai para ali... Até já escrevem a palavra povo entre aspas.

Actualização - a inquietação continua n'O Acidental. Agora podemos ler que "O povo de Direita nunca lhes perdoará a traição", referindo-se (suponho) às pessoas de direita (perdão, Direita) que não apoiam Santana Lopes. Traidores é sempre um bom epíteto para quem discorda de nós. Principalmente com tantas bandeiras por aí.

27 Jun 2004

E a alternativa?


Perguntam-me. Respondo que a última razão pela qual se pode justificar a não convocação de eleições antecipadas é pelo receio do que poderá sair dessas eleições, i.e., uma vitória do PS ou uma maior instabilidade devido a um maior equilíbrio das forças políticas. Os receios (de certa forma justificados, penso) do que for decidido em eleições livres não têm lugar na discussão sobre legitimidade política.

Continua a ser para mim evidente que a única forma do próximo Primeiro-Ministro da República Portuguesa ter a legitimidade necessária ao exercício da governação é ser escolhido em eleições legislativas (e sim, é para escolher um Primeiro-Ministro que servem eleições legislativas). É grave, demasiado grave, o governo do nosso país ver a sua legitimidade democrática contestada. É exactamente o que vai acontecer se a escolha de quem vai ser o novo Primeiro-Ministro de Portugal for feita pela comissão nacional de um partido político.

Não posso, assim, pedir outra coisa:



PS: mais uma vez obrigado ao Barnabé pela imagem.

26 Jun 2004

A cobardia


"Para certas pessoas, certamente mal-formadas, o primeiro-ministro devia ter publicado a semana passada o seguinte comunicado: «Não me ocorreu em momento algum abandonar as responsabilidades que livremente tomei. Por respeito pelos portugueses, pela democracia e por mim próprio."

Vasco Pulido Valente, no DN. Resto do artigo aqui.

É evidente a cobardia de Durão Barroso, fugindo de uma situação que o próprio criou e não sabe resolver. Maior ainda a cobardia de quem lhe suceder se não tiver a coragem de passar por eleições livres. Se bem que, a determinadas personagens como Santana Lopes (que se reclama herdeiro de Sá Carneiro por tudo e por nada), a nomeação como sucessor lhes assenta como uma luva

Queremos ser ouvidos




Obrigado ao Barnabé.

25 Jun 2004

Legitimidade política


É o que Santana Lopes (ou Dias Loureiro, ou...) não tem para ser Primeiro-Ministro da República Portuguesa. Até poderá ser o mais legal possível. Mas, considerações pessoais à parte (o que neste caso é particularmente difícil), é evidente que quando se vota em legislativas se vota na figura de um Primeiro-Ministro. Como também me parece evidente que a actual maioria parlamentar não reflecte a vontade dos portugueses, como se infere tanto da votação nas Europeias como das recentes sondagens que vieram a público.

Jorge Sampaio deverá convocar eleições antecipadas se Durão Barroso decidir ser candidato à Presidência da Comissão Europeia (será que o PPE não arranja nada melhor???). Isto para mim é claro como água.

Ligações reais


Através do Pastelinho (temos de pensar mais a sério nisso do lobbie do eixo Delfim-Fernão-Califa) descubro que a Inês é, como eu, uma ex-Delfim Santos. Quando lemos regularmente e gostamos tanto de um blog como eu gosto do My Moleskine é bom descobrir que existe uma ligação real, não apenas electrónica.

Mas há mais. Alguém (presumo que não são todos)do Ilhas é também um ex-Delfim Santos. E temos ainda o Miguel d'O Sítio do Pica-Pau Roxo. Quantos mais andarão por aí?

Baía? Quem?




Grande, grande Ricardo.

PS: sim, este post é injusto. Mas quem é que resiste depois do "drama Baía" durante meses?

Gastronomia e futebol (II)


Depois das tapas e dos bifes... O que acham de laranjas para a sobremesa?

Alguém conhece uma sobremesa sueca? Just in case...

24 Jun 2004

HOJE FOMOS AINDA MAIORES!


Frases para o anúncio da Nike:

"You're going home, you're going home!"

"Beautiful! Just fucking beautiful!"

"Thank you for coming"

"Enjoy the trip back home"


Actualização: a frase na torre é

"There's always rugby"

Muito boa!

Da forma


"Só escreves sobre futebol", dizes-me. Verdade. Mas há que aproveitar a óptima desculpa... Para além disso, como não estar imerso neste "mundo", que nos vai alimentando e consumindo emoções? Já expremi, algures lá para baixo, a inquietude que vou sentindo nestes dias. Dividido entre a adoração pura e simples à selecção (a tal das frases "Eu acredito" e "Sintam a nossa fé") e o receio que me inspiram estes momentos de unanimismo, de delírio, de... adoração. Assusta-me a intensidade das emoções, a intensidade das reacções, a fronteira clara entre "nós" e "eles", o exacerbar dessa mesma fronteira. Assusta-me ainda mais a crítica, velada ou nem por isso, a quem não participa na "onda de apoio".

Mas isto sou eu, quadrado na forma e conteúdo, incapaz de largar as amarras que me prendem à racionalidade. E, na maior parte do tempo, feliz com esta forma geométrica como representação. Forma que é abandonada, claro, durante curtos períodos de tempo. Por exemplo, para festejar os golos, incluindo os do Nuno Gomes (a ex-amélia), logo à noite.

É sempre bom recordar que


tudo tem alguma utilidade na vida. Rigorosamente tudo.

23 Jun 2004

Gastronomia e futebol


Lido num email:

"Já comemos as tapas, agora venham os bifes!"