2 May 2012

Ganha a mercearia de bairro

O mais estranho nas defesas da Jerónimo Martins que vejo por aí é a afirmação de que a campanha do Pingo Doce não tem nada de provocatório em relação ao facto de ser 1º de Maio e estarem abertos. Isto é passar um enorme atestado de estupidez a uma empresa que, logo depois, é normalmente elogiada pela sua fantástica capacidade de gestão. Como consumidor, frequente, achei a atitude (que assumo voluntária) indesculpável. Embora não me espante, vinda de quem passa a vida a dar lições de moral ao povo para logo depois fazer tudo ao contrário.

Ao fim























 
Obrigado mana.

After the bonfire of verities

"(...) The list of the assumptions that turned out to be false is lengthy: that the financial system would be self-stabilising, that managers of banks would prove competent, that financial innovation would improve risk management, that low and stable inflation would guarantee economic stability. We have witnessed a bonfire of the verities.
(...) More fundamentally, nobody can be confident that the propensity of the financial system towards huge crises can be halted. Indeed, the longer that success is achieved, the greater will be the complacency and the bigger may be the crisis. Yet the regulators, central banks foremost among them, are doomed to try. The price of past failures is their present increase in responsablity. (...)"

Martin Wolf, hoje no FT.

Maio

Isto da chuva, vento, e céu negro podia bem ser apenas uma metáfora. Escusávamos todos de ficar molhados.

Singularidades

Mascar pastilhas aumenta-me a vontade de fumar.

30 Apr 2012

Mood

Crise

Não comprar todos aqueles livros que ficariam, lindos e intocados, numa prateleira qualquer lá por casa.

27 Apr 2012

Sempre

Não me lembro de um 25 de Abril assim, com este céu, esta chuva. Uma tristeza difícil de sacudir num dia de festa. Mesmo assim, milhares de pessoas estiveram lá, à chuva. Cada uma com as suas razões, claro. Atrevo-me a pensar que todas celebravam, pelo menos, a liberdade de escolhermos o nosso futuro. 

A M., triste pela chuva e pelo excesso de roupa que lhe tolhia os movimentos, dizia que no próximo ano ia estar Sol, tinha a certeza. Que mais temos senão esperança? Que melhor dia para a celebrar?


15 Apr 2012

Nem me atrevo a pensar nisso

"Desculpa lá, mas para correres tanto, estás a fugir de quê?"

14 Apr 2012

Steady

Quase quatro semanas depois, a vontade de fumar é a mesma. O que muda é a urgência de não o fazer, essa vai desaparecendo. Adoro as formas que temos de nos enganar, a tentação (cada vez maior) de fazermos batota connosco próprios.

E é isto

Na ausência de alternativa, o inaceitável torna-se o quê?

10 Apr 2012

Modus

Escrevo uns parágrafos. Vão caindo primeiro frases, depois palavras. Quando acabo resta o cursor.

8 Apr 2012

diálogos pascais

personagens: bisavó, 83 anos; madalena, 5 anos.

- para onde vais avó?
- vou à missa, madalena.
- outra vez?? ainda ontem foste.
- sim, outra vez.
- não pode ser, avó. dois dias seguidos é demais. porque vais tantas vezes?
- porque me quero salvar e ir para o céu quando morrer.
- ó avó... (enquanto rebola os olhos). as pessoas quando morrem vão para o cemitério...!

14 Mar 2012

Anfiteatro 120

A conversa é-me demasiado familiar. Anos de um ensino de Economia alicerçado numa realidade paralela, espécie de distopia em que os "agentes" são todos racionais e maximizar o lucro é o objectivo único. Em que nada, mesmo nada, da estrutura social é tida em conta. Cheia de soluções com zero de aplicabilidade porque, lá esta, insistimos em ser pouco coerentes com as hipóteses dos modelos.

Um preconceito total contra os serviços públicos. Se és pobre é porque tomaste as opções erradas. Escolheste mal o curso, ou os pais, ou o país. Alguma coisa de errado fizeste. E se é assim, só tens de mudar. Qualquer forma de apoio vai ser um incentivo para continuares a não merecer melhor.

Ouço o governo e volto lá, ao anfiteatro 120. Repito: a conversa é-me demasiado familiar. E é mesmo por isso que me aterroriza.

9 Mar 2012

40 anos

Um orgulho imenso em ti, mana velha. Pela pessoa que és. Pelo que conseguiste e continuas a conseguir. Por não desistires de ser feliz. Sigamos, então, a viagem.


5 Mar 2012

A culpa não é das férias

Vou de férias (também) porque estou cansado, esgotado, preciso de uma pausa. Volto incapaz de ganhar ritmo, em negação permanente do regresso.

Sem ironia, isto tem tudo para correr bem.