.
Entre a dor nas costas (sinal claro da PDI), os actos terroristas da minha gata e o café entornado logo pela manhã. E não nos podemos esquecer da frase do Calvin: "uma das coisas espantosas da vida é nunca ser tão má que não possa piorar."
29 Nov 2005
28 Nov 2005
27 Nov 2005
Eles andem aí
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The human mind is a pattern seeking device, and is strongly biased to adopt the hypotesis that a casual factor is at work behind any sequence of events.
The human mind is a pattern seeking device, and is strongly biased to adopt the hypotesis that a casual factor is at work behind any sequence of events.
Razão
.
revisto
Depois de cinco dias em Espanha, torna-se mais clara a razão da existência da República Portuguesa. A alternativa é inqualificável.
PS: nos comentários, a minha mana (co-fundadora comigo do já ancestral Movimento PPQ - Portugal Para Quê?) diz que eu devia explicar porquê. Aqui vai: Portugal é mau. Mas parece-me que ser governado por espanhóis seria bem pior.
revisto
Depois de cinco dias em Espanha, torna-se mais clara a razão da existência da República Portuguesa. A alternativa é inqualificável.
PS: nos comentários, a minha mana (co-fundadora comigo do já ancestral Movimento PPQ - Portugal Para Quê?) diz que eu devia explicar porquê. Aqui vai: Portugal é mau. Mas parece-me que ser governado por espanhóis seria bem pior.
20 Nov 2005
18 Nov 2005
17 Nov 2005
16 Nov 2005
Palavra do dia
.
Acelerado adj.,
sing. part. pass. de acelerar
rápido;
veloz;
apressado;
ligeiro;
precipitado;
irreflectido;
passo mais apressado que o normal, nas tropas em marcha a pé.
Acelerado adj.,
sing. part. pass. de acelerar
rápido;
veloz;
apressado;
ligeiro;
precipitado;
irreflectido;
passo mais apressado que o normal, nas tropas em marcha a pé.
15 Nov 2005
Se não queres ser lido por que é que escreves?
.
8h30. Chego ao escritório. Em cima do teclado alguém me deixou o último número da revista Forbes. Na capa o destaque vai para um artigo sobre blogs, intitulado: ATTACK OF THE BLOGS! They destroy brands and wreck lives. Is there any way to fight back?
Provavelmente coincidência. Ou então não.
8h30. Chego ao escritório. Em cima do teclado alguém me deixou o último número da revista Forbes. Na capa o destaque vai para um artigo sobre blogs, intitulado: ATTACK OF THE BLOGS! They destroy brands and wreck lives. Is there any way to fight back?
Provavelmente coincidência. Ou então não.
14 Nov 2005
13 Nov 2005
Obrigado Policarpo!
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«Consagramo-Vos toda a nossa cidade, os seus responsáveis, todos os que procuram generosamente fazer dela um espaço de convivência e de dignidade. Entregamo-Vos também aqueles que não são crentes ou adoram a Deus noutra religião», disse D. José Policarpo.
Fui consagrado a Nossa Senhora de Fátima. Brilhante.
«Consagramo-Vos toda a nossa cidade, os seus responsáveis, todos os que procuram generosamente fazer dela um espaço de convivência e de dignidade. Entregamo-Vos também aqueles que não são crentes ou adoram a Deus noutra religião», disse D. José Policarpo.
Fui consagrado a Nossa Senhora de Fátima. Brilhante.
11 Nov 2005
Armistício
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imagem retirada daqui
Há 87 anos, neste dia, acabou a I Grande Guerra. Voltavam assim para casa os prisioneiros do Corpo Expedicionário Português, entre os quais o meu bisavô, José Soeiro. Desde então, e até ele morrer, o dia 11 de Novembro era festejado em sua casa.

imagem retirada daqui
Há 87 anos, neste dia, acabou a I Grande Guerra. Voltavam assim para casa os prisioneiros do Corpo Expedicionário Português, entre os quais o meu bisavô, José Soeiro. Desde então, e até ele morrer, o dia 11 de Novembro era festejado em sua casa.
10 Nov 2005
Simples
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1. Os bancos fazem reestruturações (necessárias, diga-se) mandando milhares de pessoas para a reforma / pré-reforma. Aumentam os lucros do presente transferindo as responsabilidades para o futuro através da criação / aumento dos fundos de pensões.
2. Quando se começa a perceber os custos futuros das "reestruturações" (devido ao sub-financiamento real dos fundos de pensões) está na hora de passar essas responsabilidades para o Estado.
3. O Estado (nós) é (somos) tótó(s).
1. Os bancos fazem reestruturações (necessárias, diga-se) mandando milhares de pessoas para a reforma / pré-reforma. Aumentam os lucros do presente transferindo as responsabilidades para o futuro através da criação / aumento dos fundos de pensões.
2. Quando se começa a perceber os custos futuros das "reestruturações" (devido ao sub-financiamento real dos fundos de pensões) está na hora de passar essas responsabilidades para o Estado.
3. O Estado (nós) é (somos) tótó(s).
"Por motivos alheios à RTP"
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Esta frase é, como se costuma dizer, todo um programa. Cresci a ouvi-la muitas vezes, justificando falhas, sempre desresponsabilizadora. Hoje ouvi-a mais uma vez, no Jornal da Manhã da RTP. Por cá tudo na mesma, portanto.
Esta frase é, como se costuma dizer, todo um programa. Cresci a ouvi-la muitas vezes, justificando falhas, sempre desresponsabilizadora. Hoje ouvi-a mais uma vez, no Jornal da Manhã da RTP. Por cá tudo na mesma, portanto.
9 Nov 2005
Portátil
.
Ontem ofereceram-me um moleskine. Passamos, portanto, a ter a tradição ao serviço deste espaço. Pelo menos enquanto a tecnologia (ou os fundos disponíveis) não permitirem uma forma de actualizar o blog que caiba no bolso.
Ontem ofereceram-me um moleskine. Passamos, portanto, a ter a tradição ao serviço deste espaço. Pelo menos enquanto a tecnologia (ou os fundos disponíveis) não permitirem uma forma de actualizar o blog que caiba no bolso.
8 Nov 2005
7 Nov 2005
Paris da França
.
Parece-me evidente que episódios generalizados como os de violência urbana em França não surgem sem estar criado um enorme mal-estar entre estes grupos e a sociedade a que pertencem. Um mal-estar que, de tão grande, é assustador.
Cá no burgo as reacções são do mais típico possível. Muito comentário racista (encapotado ou directo) se tem escrito por essa blogosfera fora ("deviam era ir trabalhar, vejam lá damos-lhes muito mais condições do que tinham na terra deles e é esta a paga"). Uma conversa do estilo "são criminosos, lei marcial, disparar a matar". Sem mais. Afinal "na terra deles" não tinham melhor do que isso.
Ainda temos os "bushistas" para quem tudo o que aconteça de mau em França é motivo de profundoe deleitado gozo.
E, claro, a versão do "bom selvagem". A culpa "é da sociedade", percebe-se que os jovens estejam zangados". Não têm oportunidades, e por isso partem lojas, destroem carros, batem em pessoas.
Estas reacções, de tão básicas, tornam-se absurdas. Mas colam, colam muito bem com os preconceitos que cada um tenha enfiados na cabeça.
Eu, confesso, hesito. Não tenho dúvidas, nenhumas, que a generalidade da Europa (e sim, França está no topo) é racista. Muito racista, particularmente com africanos. Mas a protecção das pessoas tem de estar em primeiro lugar. E, para isso, vai ser preciso violência para acabar com esta.
Parece-me evidente que episódios generalizados como os de violência urbana em França não surgem sem estar criado um enorme mal-estar entre estes grupos e a sociedade a que pertencem. Um mal-estar que, de tão grande, é assustador.
Cá no burgo as reacções são do mais típico possível. Muito comentário racista (encapotado ou directo) se tem escrito por essa blogosfera fora ("deviam era ir trabalhar, vejam lá damos-lhes muito mais condições do que tinham na terra deles e é esta a paga"). Uma conversa do estilo "são criminosos, lei marcial, disparar a matar". Sem mais. Afinal "na terra deles" não tinham melhor do que isso.
Ainda temos os "bushistas" para quem tudo o que aconteça de mau em França é motivo de profundoe deleitado gozo.
E, claro, a versão do "bom selvagem". A culpa "é da sociedade", percebe-se que os jovens estejam zangados". Não têm oportunidades, e por isso partem lojas, destroem carros, batem em pessoas.
Estas reacções, de tão básicas, tornam-se absurdas. Mas colam, colam muito bem com os preconceitos que cada um tenha enfiados na cabeça.
Eu, confesso, hesito. Não tenho dúvidas, nenhumas, que a generalidade da Europa (e sim, França está no topo) é racista. Muito racista, particularmente com africanos. Mas a protecção das pessoas tem de estar em primeiro lugar. E, para isso, vai ser preciso violência para acabar com esta.
3 Nov 2005
Not me
.
Já vesti mais vezes o fato-de-chuva da mota este ano do que durante o Inverno passado inteiro. Alguém deve estar contente com o fim da seca, suponho.
Já vesti mais vezes o fato-de-chuva da mota este ano do que durante o Inverno passado inteiro. Alguém deve estar contente com o fim da seca, suponho.
2 Nov 2005
Associações
.

Pedem-me para fazer uma apresentação sobre os objectivos e a estratégia da área onde trabalho. Ponho-me, então, a pensar no assunto. De súbito, só me consigo lembrar do trípticto (aqui apenas reproduzida a parte central) "As tentações de Santo Antão" de Hieronymous Bosch que vi, abismado, há anos no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. Associações que Freud explicará, com certeza. Já para mim o medo é muito superior à curiosidade.

Pedem-me para fazer uma apresentação sobre os objectivos e a estratégia da área onde trabalho. Ponho-me, então, a pensar no assunto. De súbito, só me consigo lembrar do trípticto (aqui apenas reproduzida a parte central) "As tentações de Santo Antão" de Hieronymous Bosch que vi, abismado, há anos no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. Associações que Freud explicará, com certeza. Já para mim o medo é muito superior à curiosidade.
1 Nov 2005
31 Oct 2005
Halloween (versão alternativa)
.
Ela aparece, lindíssima, fantasiada de bruxa.
Ele: o Halloween é o dia em que tiras o disfarce, certo?
Ela aparece, lindíssima, fantasiada de bruxa.
Ele: o Halloween é o dia em que tiras o disfarce, certo?
Halloween
.
Ela aparece, lindíssima, fantasiada de bruxa.
Ela: então, o que achas?
Ele (depois de uma pausa): que queres que te diga? Ou imitas bem ou disfarças mal...
Ela aparece, lindíssima, fantasiada de bruxa.
Ela: então, o que achas?
Ele (depois de uma pausa): que queres que te diga? Ou imitas bem ou disfarças mal...
28 Oct 2005
27 Oct 2005
Vidro
.
Ia escrever mais um post elogioso da capacidade de estar calado, de manter o silêncio. Depois lembrei-me que tenho um blog.
Ia escrever mais um post elogioso da capacidade de estar calado, de manter o silêncio. Depois lembrei-me que tenho um blog.
Mundo Alsa
.
Chateia-me a procura de respostas instantâneas. Estou a pensar na reacção dos media aos surtos de gripe das aves, mas o mesmo tipo de processo é aplicado, por exemplo, aos comentários às subidas e quedas dos mercados financeiros.
A capacidade de dizer "não sei" está totalmente fora de moda. Ou "preciso de mais tempo". Ou "qualquer coisa que eu diga em cima do acontecimento não vai passar de pura especulação, não contribuindo em nada para explicar o que se passou".
O que é relevante é mandar todo o tipo de bojardas o mais depressa possível, porque ficar calado é que não, isso não pode ser. O considerarmos que temos o direito a respostas rápidas dá-nos o direito a respostas erradas e infundadas.
Chateia-me a procura de respostas instantâneas. Estou a pensar na reacção dos media aos surtos de gripe das aves, mas o mesmo tipo de processo é aplicado, por exemplo, aos comentários às subidas e quedas dos mercados financeiros.
A capacidade de dizer "não sei" está totalmente fora de moda. Ou "preciso de mais tempo". Ou "qualquer coisa que eu diga em cima do acontecimento não vai passar de pura especulação, não contribuindo em nada para explicar o que se passou".
O que é relevante é mandar todo o tipo de bojardas o mais depressa possível, porque ficar calado é que não, isso não pode ser. O considerarmos que temos o direito a respostas rápidas dá-nos o direito a respostas erradas e infundadas.
26 Oct 2005
25 Oct 2005
Imperdível
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Amanhã, dia 26, às 18h30 na FNAC do Chiado é lançado "O Pequeno Livro do Grande Terramoto" [edições Tinta da China], da autoria de Rui Tavares (blog sobre o livro aqui). O livro será apresentado por António Hespanha e Pedro Mexia e (acreditem!) vale muito a pena.

Amanhã, dia 26, às 18h30 na FNAC do Chiado é lançado "O Pequeno Livro do Grande Terramoto" [edições Tinta da China], da autoria de Rui Tavares (blog sobre o livro aqui). O livro será apresentado por António Hespanha e Pedro Mexia e (acreditem!) vale muito a pena.
24 Oct 2005
21 Oct 2005
20 Oct 2005
Génese
.
Há dois anos, mais ou menos por estes dias, era escrito o primeiro post aqui.
Percebo hoje muito melhor (o tempo e a repetição ajudam a perceber) a necessidade de comunicar, de estar presente para quem queira ler. O fim de Outubro tem sido, continua a ser, um mês difícil, de muita saudade. Entretanto este espaço cresceu, as pessoas mais próximas de mim descobriram-no, e foi-se alterando, como acontece a tudo, suponho.
Mas a génese é uma. Dou tantas vezes por mim a escrever como se me pudesses ler, mãe.
Há dois anos, mais ou menos por estes dias, era escrito o primeiro post aqui.
Percebo hoje muito melhor (o tempo e a repetição ajudam a perceber) a necessidade de comunicar, de estar presente para quem queira ler. O fim de Outubro tem sido, continua a ser, um mês difícil, de muita saudade. Entretanto este espaço cresceu, as pessoas mais próximas de mim descobriram-no, e foi-se alterando, como acontece a tudo, suponho.
Mas a génese é uma. Dou tantas vezes por mim a escrever como se me pudesses ler, mãe.
19 Oct 2005
Blackout
.
O futebol acaba sempre por me nausear. Como, se calhar, todos os excessos mas não é apenas isso. Também pelo que revela de quem somos ou, por vezes, podemos ser. A combatividade em excesso, o facciosimo. A cobardia generalizada de um estádio inteiro, clamando que alguém é um "filho-da-puta" apenas porque perdeu. Olha-se para o lado e é quase palpável a raiva, a agressão.
Não sou virgem neste assunto. Sou, aliás, capaz de dizer as maiores barbaridades a propósito do futebol. Mas vai-me custando cada vez mais ouvir e dizer essas mesmas barbaridades. O futebol não reflecte apenas o que somos. Potencia o pior que há em alguns de nós. E isso não faz sentido.
Aqui, no Serras, é altura de blackout sobre futebol. Para desenjoar.
PS: conversa de adepto de clube que não jogou ontem na Liga dos Campeões? Talvez, tudo é mais fácil quando se está embriagado com vitórias recentes.
O futebol acaba sempre por me nausear. Como, se calhar, todos os excessos mas não é apenas isso. Também pelo que revela de quem somos ou, por vezes, podemos ser. A combatividade em excesso, o facciosimo. A cobardia generalizada de um estádio inteiro, clamando que alguém é um "filho-da-puta" apenas porque perdeu. Olha-se para o lado e é quase palpável a raiva, a agressão.
Não sou virgem neste assunto. Sou, aliás, capaz de dizer as maiores barbaridades a propósito do futebol. Mas vai-me custando cada vez mais ouvir e dizer essas mesmas barbaridades. O futebol não reflecte apenas o que somos. Potencia o pior que há em alguns de nós. E isso não faz sentido.
Aqui, no Serras, é altura de blackout sobre futebol. Para desenjoar.
PS: conversa de adepto de clube que não jogou ontem na Liga dos Campeões? Talvez, tudo é mais fácil quando se está embriagado com vitórias recentes.
18 Oct 2005
17 Oct 2005
São 20h00
.
Eu ainda estou a trabalhar. O Peseiro ainda não foi demitido. O Dias da Cunha ainda não foi internado. Nós por cá tudo bem.
Eu ainda estou a trabalhar. O Peseiro ainda não foi demitido. O Dias da Cunha ainda não foi internado. Nós por cá tudo bem.
Depende (3)
.
The reason the market may look so confused is that investors are genuinely uncertain about how this cycle will evolve. Things can go wrong in two ways. Either inflation is a real problem and the FED will be forced to raise rates substantially to counter it. Or the Fed is over-reacting, in which case it could tighten policy too aggressively, bringing the economy to a juddering halt.
Financial Times, The Short View
The reason the market may look so confused is that investors are genuinely uncertain about how this cycle will evolve. Things can go wrong in two ways. Either inflation is a real problem and the FED will be forced to raise rates substantially to counter it. Or the Fed is over-reacting, in which case it could tighten policy too aggressively, bringing the economy to a juddering halt.
Financial Times, The Short View
16 Oct 2005
Sporting 0 - Académica 1, Peseiro?
.
Hoje vi lençóis brancos em Alvalade. E, talvez, o início da redenção do Ricardo.
Hoje vi lençóis brancos em Alvalade. E, talvez, o início da redenção do Ricardo.
Sporting 0 - Académica 3, Peseiro fica
.
Inspiração agora não temos. Por outro lado, mais logo, vou a Alvalade ver o Sporting-Académica. E embora o resultado e consequências sejam conhecidos, pode sempre surgir algum apontamento de reportagem.
Inspiração agora não temos. Por outro lado, mais logo, vou a Alvalade ver o Sporting-Académica. E embora o resultado e consequências sejam conhecidos, pode sempre surgir algum apontamento de reportagem.
14 Oct 2005
Crime e castigo
.
Ontem fui ao Porto. No regresso, parti a direcção do meu carro. Moral da história: Aveiro é o máximo de Norte tolerável.
Ontem fui ao Porto. No regresso, parti a direcção do meu carro. Moral da história: Aveiro é o máximo de Norte tolerável.
12 Oct 2005
Depende (2)
.
There are currently a number of “on the one hand/ on the other hand” factors in the markets:
There are currently a number of “on the one hand/ on the other hand” factors in the markets:
- Economic growth is reasonably good, but remains under pressure from higher interest rates and higher oil prices.
- Long-term interest rates are reasonably low, but short-term interest rates are rising.
- Profit growth is above average, but is decelerating.
- Productivity is strong, but is slowing.
- Corporate balance sheets are healthy, but are threatened by the high current account deficit.
- Stocks are attractively valued compared to bonds, but are not cheap by historical measures.
Schroders Economic Research, October 2005
Não há coincidências
.
Ontem de manhã vesti, sem dar por isso, as boxers ao contrário. À tarde, sai a notícia de que o grande arquitecto vai deixar de ser director do Espesso.
Ontem de manhã vesti, sem dar por isso, as boxers ao contrário. À tarde, sai a notícia de que o grande arquitecto vai deixar de ser director do Espesso.
11 Oct 2005
Depende
.
Investors are clearly finding it difficult to decide whether strong economic data represent good news (because of the boost to corporate profits) or bad news (because it will keep the Fed raising interest rates).
Financial Times, The Short View
Investors are clearly finding it difficult to decide whether strong economic data represent good news (because of the boost to corporate profits) or bad news (because it will keep the Fed raising interest rates).
Financial Times, The Short View
10 Oct 2005
9 Oct 2005
Eleições
.
- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes, camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os mesmos direitos. Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer, era outra coisa. Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos. Acho um snobismo.
(...)
Mário Henrique Leiria, excerto do conto Discussão, no livro Contos do Gin Tonic
- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes, camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os mesmos direitos. Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer, era outra coisa. Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos. Acho um snobismo.
(...)
Mário Henrique Leiria, excerto do conto Discussão, no livro Contos do Gin Tonic
7 Oct 2005
Tristeza
.
Juro que fico desconsolado. Com uma sensação de quase derrota. Pela primeira vez estou a considerar seriamente a hipótese de votar em branco.
Lisboa é a minha terra, o meu chão. É nauseante olhar para os candidatos à Câmara Municipal da minha cidade e ser incapaz de encontrar o "menos mau", subterfúgio da democracia que, até estas eleições, me permitia escolher uma das propostas.
Se este é o leque de escolha que me põem à frente nada mais me resta do que virar-lhe as costas.
Juro que fico desconsolado. Com uma sensação de quase derrota. Pela primeira vez estou a considerar seriamente a hipótese de votar em branco.
Lisboa é a minha terra, o meu chão. É nauseante olhar para os candidatos à Câmara Municipal da minha cidade e ser incapaz de encontrar o "menos mau", subterfúgio da democracia que, até estas eleições, me permitia escolher uma das propostas.
Se este é o leque de escolha que me põem à frente nada mais me resta do que virar-lhe as costas.
6 Oct 2005
Inexorável
.
8h00. Entro no escritório. Vejo a camisa de um colega e penso, imediatamente: deviam por limites à criatividade no vestir. Diziam-me que os 30 anos não têm importância. Pois.
8h00. Entro no escritório. Vejo a camisa de um colega e penso, imediatamente: deviam por limites à criatividade no vestir. Diziam-me que os 30 anos não têm importância. Pois.
4 Oct 2005
Pesadelo
.
E ficar tão autista como o Peseiro? Com aquele olhar vazio, apatetado. Totalmente inconsciente do que se passa à minha volta. Sem vergonha na cara nem consciência de que não a tenho.
E ficar tão autista como o Peseiro? Com aquele olhar vazio, apatetado. Totalmente inconsciente do que se passa à minha volta. Sem vergonha na cara nem consciência de que não a tenho.
A esperança era verde, veio um burro e comeu-a
.
Muito pior do que Peseiro se continuar a sentar no banco do Estádio José de Alvalade, é ter a noção de que, se o mandarem embora, nada de muito fundamental se alterará. O facto de ele ter sobrevivido à última época diz tudo sobre a qualidade de quem escolhe o treinador da minha equipa.
Muito pior do que Peseiro se continuar a sentar no banco do Estádio José de Alvalade, é ter a noção de que, se o mandarem embora, nada de muito fundamental se alterará. O facto de ele ter sobrevivido à última época diz tudo sobre a qualidade de quem escolhe o treinador da minha equipa.
22 Sept 2005
Às vezes perguntam-me como é o meu trabalho
.
Psychopaths Make the Best Investors, Research Shows (Update1)2005-09-19 10:29 (New York)
By Amy Wilson Sept. 19 (Bloomberg) -- ``Functional psychopaths'' make the best investment decisions because they can't experience emotions such as fear, a study by researchers at Stanford Graduate School of Business showed. Fear stops people from taking even logical risks, meaning those who have suffered damage to areas of the brain affecting emotions, and can suppress feeling, make better decisions, the report showed. The ability to control emotion helps performance in business and the financial markets, the researchers found.
Psychopaths Make the Best Investors, Research Shows (Update1)2005-09-19 10:29 (New York)
By Amy Wilson Sept. 19 (Bloomberg) -- ``Functional psychopaths'' make the best investment decisions because they can't experience emotions such as fear, a study by researchers at Stanford Graduate School of Business showed. Fear stops people from taking even logical risks, meaning those who have suffered damage to areas of the brain affecting emotions, and can suppress feeling, make better decisions, the report showed. The ability to control emotion helps performance in business and the financial markets, the researchers found.
21 Sept 2005
Brio
.
Dou demasiada importância a isto. Só isso explica o desleixo a que tenho votado este blog. Não tenho nada contra escrever parvoíces, o que é facilmente verificável depois de mais de 500 posts. O que me irrita são parvoíces desleixadas.
Dou demasiada importância a isto. Só isso explica o desleixo a que tenho votado este blog. Não tenho nada contra escrever parvoíces, o que é facilmente verificável depois de mais de 500 posts. O que me irrita são parvoíces desleixadas.
13 Sept 2005
Esclarecimento
.
Aqui posta-se quando não se trabalha. Corrijo. Quando não se está envolvido com o trabalho.
Aqui posta-se quando não se trabalha. Corrijo. Quando não se está envolvido com o trabalho.
9 Sept 2005
6 Sept 2005
Anti-militante
.
Ver o mundo tipo campeonato de futebol. Vermelho mau, Azul pior, Verde redentor. Gosto, confesso, da definição clara de fronteiras que o futebol permite. Da proximidade, imbecil e reconfortante, sentida quando se caminha para o estádio e, ao olhar em volta, vemos milhares de pessoas com uma cor, um objectivo, um desejo comum.
Mas o futebol é quase nada. É, ou pelo menos deveria ser, apenas entretenimento. E, fora do nada, a militância é aterradora.
Ver o mundo tipo campeonato de futebol. Vermelho mau, Azul pior, Verde redentor. Gosto, confesso, da definição clara de fronteiras que o futebol permite. Da proximidade, imbecil e reconfortante, sentida quando se caminha para o estádio e, ao olhar em volta, vemos milhares de pessoas com uma cor, um objectivo, um desejo comum.
Mas o futebol é quase nada. É, ou pelo menos deveria ser, apenas entretenimento. E, fora do nada, a militância é aterradora.
5 Sept 2005
2 Sept 2005
1 Sept 2005
31 Aug 2005
Buscas
.
Alguém veio hoje ter ao Serras com a busca razões de ser ateu no google.com.br, por causa deste post, escrito há mais de um ano, que glosava mais uma pérola de intolerância da Santa Madre Igreja.
Fico imediatamente a pensar, na minha cabeça limitada, se busca não está mais associado à procura de Deus do que à descoberta das razões que justifiquem não acreditar.
Aliás, faz sentido justificar não acreditar?
Alguém veio hoje ter ao Serras com a busca razões de ser ateu no google.com.br, por causa deste post, escrito há mais de um ano, que glosava mais uma pérola de intolerância da Santa Madre Igreja.
Fico imediatamente a pensar, na minha cabeça limitada, se busca não está mais associado à procura de Deus do que à descoberta das razões que justifiquem não acreditar.
Aliás, faz sentido justificar não acreditar?
29 Aug 2005
26 Aug 2005
25 Aug 2005
24 Aug 2005
De rastos
.
É como me sinto, depois de uma noite e um dia sobressaltados por incêndios junto à casa dos meus avós. Sempre o horrível sentimento de impotência, de fazer o que se pode, que se sabe que é pouco, e esperar pelo melhor. As coisas estão mais calmas agora, parece. Até à próxima vez, inevitável numa zona com muita, muita floresta e poucas, poucas pessoas.
É quase impossível, explicar o orgulho de ter como avós duas pessoas que, depois de quase 80 anos com muita dor à mistura, são em momentos destes só esforço, palavras e gestos de amor, boa disposição e atitude "para a frente é que é o caminho".
Eles são os meus heróis.
É como me sinto, depois de uma noite e um dia sobressaltados por incêndios junto à casa dos meus avós. Sempre o horrível sentimento de impotência, de fazer o que se pode, que se sabe que é pouco, e esperar pelo melhor. As coisas estão mais calmas agora, parece. Até à próxima vez, inevitável numa zona com muita, muita floresta e poucas, poucas pessoas.
É quase impossível, explicar o orgulho de ter como avós duas pessoas que, depois de quase 80 anos com muita dor à mistura, são em momentos destes só esforço, palavras e gestos de amor, boa disposição e atitude "para a frente é que é o caminho".
Eles são os meus heróis.
22 Aug 2005
It's oh so quiet
.
Não quero compreender as razões por detrás da decisão de encerrar um blogue. Mais, tenho muito pouco a ver com isso e um especial pavor de me meter na vida das pessoas.
Mas sei, por exemplo, que este espaço apenas é mantido por ser semi-clandestino. Porque são menos de 10 pessoas que vêm aqui diariamente. E a maior parte delas já me conhece de gingeira.
Ter um blogue público deve ser dramático de cansativo. Interacção. Esforço para pensar ou escrever alguma coisa (de inteligente ou não) para não desiludir uma média significativa de visitas diárias. Desistiria nos primeiros 10 segundos.
O esforço que aqui se faz é o permitido pela minha preguiça. E, mesmo assim, custa. Imagine-se frente a um público desconhecido.
Não quero compreender as razões por detrás da decisão de encerrar um blogue. Mais, tenho muito pouco a ver com isso e um especial pavor de me meter na vida das pessoas.
Mas sei, por exemplo, que este espaço apenas é mantido por ser semi-clandestino. Porque são menos de 10 pessoas que vêm aqui diariamente. E a maior parte delas já me conhece de gingeira.
Ter um blogue público deve ser dramático de cansativo. Interacção. Esforço para pensar ou escrever alguma coisa (de inteligente ou não) para não desiludir uma média significativa de visitas diárias. Desistiria nos primeiros 10 segundos.
O esforço que aqui se faz é o permitido pela minha preguiça. E, mesmo assim, custa. Imagine-se frente a um público desconhecido.
14 Aug 2005
13 Aug 2005
12 Aug 2005
Going thirty (6)
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Pensei a sério em acabar a série Going Thirty com um post onde, em tom confessional, abordaria momentos, pessoas, ideias importantes nestes 30 anos. Era assim uma espécie de surpresa, incluindo para mim, já que a ideia de exposição para além das banalidades que escrevo aqui, é perfeitamente aterradora.
Não tem sido, no entanto, uma semana fácil, o que quer dizer que a vida às vezes é sábia o suficiente para nos ocupar de maneira a não escrevermos disparates. De forma que, como li uma vez numa dedicatória de um livro, os agradecimentos privados, privados ficam. Obrigado.
Pensei a sério em acabar a série Going Thirty com um post onde, em tom confessional, abordaria momentos, pessoas, ideias importantes nestes 30 anos. Era assim uma espécie de surpresa, incluindo para mim, já que a ideia de exposição para além das banalidades que escrevo aqui, é perfeitamente aterradora.
Não tem sido, no entanto, uma semana fácil, o que quer dizer que a vida às vezes é sábia o suficiente para nos ocupar de maneira a não escrevermos disparates. De forma que, como li uma vez numa dedicatória de um livro, os agradecimentos privados, privados ficam. Obrigado.
11 Aug 2005
Da nova série O puto é que sabe
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Ontem, em Alvalade
Ó tio, a malta joga, joga mas os outros é que ganham...
Ontem, em Alvalade
Ó tio, a malta joga, joga mas os outros é que ganham...
10 Aug 2005
9 Aug 2005
Este post é uma prenda de anos
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Volto a pedido. De apenas uma pessoa. E desde quando é preciso mais?
Volto a pedido. De apenas uma pessoa. E desde quando é preciso mais?
4 Aug 2005
3 Aug 2005
2 Aug 2005
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